Se cuidas de mim
eu cuido de ti também
dentro da minha mão
guardo-te bem
Vou guardar-te bem
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Abri o livro. Contei-te a minha história. Dói, depois de tudo, sentir, em parte, que não me conheces. Tu. Pensava que sabias que gosto de andar perdida no meio dos meus sonhos que, por vezes, são tão longínquos que me perco e, simplesmente, demoro mais tempo a voltar. Outra vezes ando a remexer naquilo que me faz triste. Também gosto. Não subestimes o que é meu, o que construí e criei porque, pelos vistos, conheces pouco. Aquele em que te abri a porta. Aquele em que te deixei entrar. Sou bem grande e sou bem pequena. Fui grande quando te tentei buscar, te tentei procurar e, admiti, que sentia a tua falta, que sentia saudade. Já não sou aquela miúda de 14 anos. Admiro-te e continuo a fazê-lo como acho que não faço com mais ninguém que esteja em meu redor. Continuo a gostar. Não sei deixa de o fazer só porque sim. Não ando a deambular como achas que ando. Sou bem maior do que pensas. Sou menos porque me gosto de perder? Isso não é arriscar? Continuo a gostar. Sou menos porque gosto que me cuides? Sou menos porque demoro mais tempo do que tu a chegar? Continuo a gostar. Pelo menos quando chego, chego inteira, completa, despida. Não o vês. Achas que é sempre pouco, que nunca chega. Continuo a gostar. Gosto de tudo em nós. Talvez o problema seja eu não pensar e tu, pelo contrário, pensares demais. Fecha simplesmente os olhos. Sente. Não sentes nada? Continuo a gostar. Continuo a gostar muito de ti!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010

Apercebi-me, neste momento, que construi um mundo. Um lugar em que nunca me sinto sozinha. Um lugar onde me sinto em casa. Agora é tarde demais para o desfazer, para o destruir. Tenho que saber viver nele, criar as minhas defesas e correr pela vida. E, agora, vou viver nele sozinha. No fundo estou exausta, sem força para chamar o quer que seja. Vou aproveitar e fazer o que fiz esta manhã: sonhei.. mas sonhei como ha muito nao sonhava. Quando senti os raios de sol a tentarem me acordar, fechei os olhos com muita força, aconcheguei-me e procurei continuar sonhar.. Sabia que assim que abrisse os olhos que ele iria desaparecer, e como quase sempre, não me iria lembrar dele hoje. Entao, deixei-me ficar de olhos fechados e hoje vivo um dia com aquele saborzinho bom de ter vivido algo esta noite tão meu, tão secreto,tão(ir)real mas que vou levar até todos..
quinta-feira, 1 de julho de 2010

"Dói desfalecer laços": Ela teve que o fazer. Teve que começar a viver a sua vida sem o seu sorriso. Teve que voltar a viver por ela. As maõs tinham deixado de estar juntas, os passos tinham deixado de seguir o mesmo caminho. Durante todo o caminho que seguiram juntos, ela reparou, que por vezes, que só um caminhava. Voltava atrás. Desenhava as pegadas que faltavam. Ao fazer isso o seu caminho tornava-se mais longo e cansativo. Sabia que iria chegar a uma dada altura que não teria força para desenhar e, muito menos, para seguir. Os seus dedos deixaram de obedecer-lhe, já não tocavam na terra para fazer uns simples traços. Seguiu.. Desenlaçaram os seus dedos, tocaram-se, mas seguiram separados. Ambos tinham caminhos longos. Teve que guardar memorias, teve que guardar momentos bem guardados. Teve que os fechar durante muito tempo. Recordar fazia-a a ficar sem forças, fazia-a dar passos atrás. Teve que se esconder de imagens, evitar cheiros e sabores. Fechou-se nela própria. A necessidade de respirar, de se sentir livre dela mesma fazia-a não recuar. Era demasiado nova, demasiado frágil para tantas cicatrizes. Precisou de fechar portas a sete chaves, deixar outras encostadas e outras abertas. Havia muitas que a deixavam sem chão, havia muitas onde não podia entrar e outras inevitaveis de seguir.
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