
Todos os dias de manhã ela acordava e pensava que iria ser um dia diferente de todos os outros. Todos os meses se despedia do que tinha e partia para um novo lugar. Em todas as partidas achava que ia ser desta vez que algo iria acontecer. Todos os dias ponderava que poderia haver uma surpresa, afinal de contas, quase que passava um ano. Chegava a casa, sentava-se na sua janela e olhava lá para fora. Não sabia ao certo o que esperava, mas fazia-o todos os dias. Acabava sempre por se deitar sem nada de novo. Acordava bem cedo, abria os seus olhos devagar, teimando com os segundos, colocava os pés no chão frio e voltava a espreitar pelo parapeito da janela. Por fim, apercebeu se que não havia nenhum dia diferente, que não vinha nada de novo. Voltou a deitar-se.

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